Hollywood nunca pode deixar de lado defintivamente um franchise, seja ele qual for, sobretudo quando se trata da saga "Planet of the Apes" que já provou o seu potencial comercial mesmo se a relação qualidade versus a quantidade de filmes já produzidos é bastante deficitária.
Uma vez que os tempos estão virados para os remakes/reboots/prequelas, a Fox escolheu fazer agora uma prequela e contar a história de como um cientista empenhado em curar a doença de Alzheimer vai conseguir fazer evoluir um primata que chamaram Caesar, de tal forma que se tornará o líder da sua espécie, acabando por dominar o nosso mundo.
Sendo a Fox um dos piores estúdios em termos de castrar os seus realizadores, a escolha do cineasta para encabeçar este projecto não deixa de surpreender. Contrariamente ao yesman esperado ou então ao veterano de Hollywood já confirmado, foi o britânico Rupert Wyatt o escolhido, que realizou até aqui apenas uma longa-metragem, o prison drama modesto mas que deu nas vistas "The Escapist". Escolha arriscada e inabitual por parte de um estúdio como a Fox quando se trata de um blockbuster, veremos se Rupert Wyatt vai ter mãos para isto e se não é esmagado pela máquina de Hollywood ou pior se não se transforma em mais um yesman.
Para além do realizador, outro sinal de que a Fox acha este projecto um outsider é o elenco sem verdadeira estrela mesmo se James Franco, aqui o protagonista principal, já começa a ter esse estatuto. Destaca-se portanto Freida Pinto, Andy Serkis, John Lithgow, Brian Cox, Tom Felton e David Hewlett.
Entretanto e apesar de o filme estar ainda em pós-produção, o primeiro trailer já está cá fora, uma vez que o filme irá estrear nos Estados Unidos no próximo dia 05 de Agosto, e mais uma curiosidade é ver que o principal argumento de venda é o trabalho da Weta Digital, estúdio de efeitos especiais estrela desde a trilogia "Lord of the Rings", ainda para mais quando a saga "Planet of the Apes" sempre se caracterizou pelo seu exímio trabalho de maquilhagens. Outro sinais dos tempos ou não estaríamos nós na era do digital.
No final, o trailer nem aquece nem arrefece para um filme que ninguém parece esperar, o que até se poderá revelar benéfico para criar a supresa, esperando que as escolhas por uma vez arriscadas da Fox possam ser acertadas, na condição que o estúdio não meteu o bedelho onde não deve, mesmo se a escolha do todo digital (apesar de se tratar da Weta Digital) pode ser um grande risco. Wait and see, mais uma vez...
(clicar no poster para aceder ao trailer)