sábado, 14 de junho de 2008

"Death Race": "The Fast and the Furious 2000"

O outrora simpático realizador de "Event Horizon" e "Soldier", Paul W.S. Anderson transformou-se há muito num dos piores yesmen de Hollywood. Provas do delito: "Resident Evil" e "AVP: Alien vs. Predator", sem contar com os argumentos dos ridículos "Resident Evil: Apocalypse" e "Resident Evil: Extinction".
Verdadeiro pesadelo para qualquer fanboy de cinema de género, nunca lhe poderemos perdoar ter arruinado 3 sagas tão importantes como "Resident Evil" e, sobretudo, "Alien" e "Predator". E é nesse contexto que o realizador se prepara para destruir mais um projecto aliciante, o remake da série B de culto, "Death Race 2000" de Paul Bartel, guilty pleasure jubilatório datado de 1975 com David Carradine e Sylvester Stallone.
O filme de Paul Bartel é o filme perfeito para um remake, atendendo a todo o potencial que lhe é inerente e que poderia dar um bombástico resultado graças à tecnologia actual. Mas essa constatação seria verdade se o filme tivesse caído nas mãos de um verdadeiro cineasta, capaz de uma realização visceral, com cenas de acção antológicas, e de desenvolver em simultâneo um discurso subversivo e inteligente, como qualquer filme futurista digno desse nome o deve fazer.
Logicamente, não podemos esperar um tal filme de Paul W.S. Anderson. Bem pelo contrário, só podemos esperar um blockbuster descerebrado com look MTV e realização epiléptica, à boa moda dos actuais filmes de acção oriundos de Hollywood.
Acham que estamos a ser demasiado pessimistas? Ok, vejam então o trailer de "Death Race", acabadinho de chegar à Net e se calhar ainda vão achar que estamos a ser brandos! Fotografia banal e digna de uma série TV, planos frenéticos de videoclip com menção especial para a música de fundo dos Guns & Roses (lindo!!!), heróis chunga e tratamento visual das corridas iguais a um "The Fast and the Furious", enfim, este remake anuncia-se particularmente falhado. Quem tiver coragem para deixar uma derradeira vez o benefício da dúvida a Paul W.S. Anderson que o faça, eu já não tenho! Estreia USA: 22 de Agosto.

(clicar na imagem para aceder ao trailer)

"Wall-E": next Pixar masterpiece?

Faltando apenas 2 semanas para a estreia nos Estados Unidos de "Wall-E", próximo filme de animação da Pixar dirigido por Andrew Stanton, realizador de "Finding Nemo", aproveitamos para divulgar 4 novos posters deste aguardadíssimo filme que deverá, para variar, confirmar a absoluta superioridade da Pixar sobre os outros estúdios americanos concorrentes. E para quem ainda não viu os trailers, basta clicar nos posters para corrigir essa grave falha.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"Martyrs": update

Para àqueles que não tiverem tempo de ver o assombroso promo reel de "Martyrs" que destacamos nos últimos dias (o vídeo foi retirado da Net a pedido do próprio Pascal Laugier por não se tratar de um trailer mas de um vídeo para vender o filme aos profissionais), pomos aqui um link para 2 teasers do filme, que são bem menos in your face mas, ao mesmo tempo, bem mais misteriosos, transmitindo perfeitamente o clima doentio que o filme promete.
Entretanto, a decisão tomada pelo Ministério da Cultura francês foi voltar a fazer passar o filme perante a Comissão de Classificação para nova avaliação. Continuaremos então a informar sobre os desenvolvimentos deste assunto, sendo que não há dúvidas que "Martyrs" é neste momento o filme de terror mais esperado dos últimos anos pela comunidade de fãs de cinema de género.

(clicar no poster para aceder aos teasers)

"Punisher: War Zone": será desta?

Ainda paira num cantinho perverso da nossa memória a afronta intolerável que representou a mais recente adaptação do "Punisher" para o grande ecrã. De facto, raramente se viu tal lixo numa sala de cinema, somente ultrapassado pelo indescritível "Ghost Rider". Desde o patético Thomas Jane perdido no papel principal até ao argumento totalmente ridículo e a não realização de Jonathan Hensleigh, não havia nada a salvar de mais uma produção Marvel que só podia enfurecer os fãs.
Daí que o anúncio de uma sequela, só podia fazer rir. Intitulada "Punisher: War Zone", esta sequela teve pelo menos a brilhante ideia de mudar de actor principal. Só por isso, vale a pena espreitar mais além. Depois, o actor escolhido foi uma agradável supresa. De facto, Ray Stevenson fez mais do que nos convencer no seu papel de Titus Pullo na brilhante série "Rome". Imponente, carismático e ultra badass, o actor parece à partida uma escolha acertada.
O problema é que a política mais do que duvidosa de contratação de realizadores por parte da Marvel continua e não podemos deixar de achar que havia bem melhor que a cineasta Lexi Alexander para encabeçar este projecto. A realizadora de origem germânica apenas deu nas vistas com o filme "Hooligans", retrato pouco convincente do hooliganismo londrino onde faltava precisamente um verdadeiro visceralismo e ponto de vista. Queria uma mulher capaz de filmar acção como deve ser? Bastava contratar Kathryn Bigelow.
Sendo assim, não sabíamos bem o que pensar desta sequela, sendo que os últimos filmes Marvel não foram dignos de nos apaziguar (alguém disse "Iron Man"?). Eis que surge então sem avisar o primeiro teaser-trailer. E mesmo se ainda é demasiado prematuro para ficar relativamente optimista, temos de admitir que este teaser-trailer tem mais ambiente e realização do que o filme anterior inteiro! Ray Stevenson parece confirmar a confiança depositada nele, bastando aparecer uma vez ou dizer uma fala para aniquilar para sempre o parolo do Thomas Jane. A fotografia parece bem trabalhada e o gunfight mostrado nas imagens demostrado algum estilo de realização.
Mas o que mais surpreende é alguma iconização da personagem, o que fazia uma tremenda falta ao filme anterior. O Punisher aparece aqui como o conhecemos, fato, atitude e postura a condizer. Este anti-herói, um dos mais emblemáticos do mundo dos comics, parece ter reencontrado o seu propósito primordial, ou seja, meter medo, ser ambíguo e matar sem pensar 2 vezes. E não torturar os vilões com um gelado nas costas ou brincar às escondidas com os seus vizinhos simpáticos.
Em conclusão, provisória, este teaser-trailer até surpreende pela positiva mas não o suficiente par nos deixar convencidos que "Punisher: War Zone" será um bom filme. A ver, vamos, estando a estreia prevista nos Estados Unidos para 5 de Dezembro.

"Miracle at St. Anna": war drama trailer

Terça-feira passada, destacámos o novo filme de Spike Lee, "Miracle at St. Anna", através do seu poster acabado de chegar à Net. E, numa agradável supresa, o trailer já foi divulgado e fez com que a nossa curiosidade ficasse imediatamente no auge para descobrir o filme. De facto, este drama de guerra anuncia-se forte, épico e muito emocional. De repente, o último trimestre 2008 parece muito longe.

(clicar na imagem para aceder ao trailer)

"Mirrors": teaser-trailer e foto gore

Temos vindo a acompanhar a produção de "Mirrors", o novo filme de Alexandre Aja, thriller sobrenatural supostamente visceral e graficamente violento.
Foi agora revelado o primeiro teaser-trailer, ainda bastante curto e mostrando pouco o que nos espera, mesmo se curiosamente estas imagens relembram a maioria dos remakes do género produzidos por Hollywood nos útlimos anos, o que não é à partida bom sinal. Mas várias fotografias bem gore, como esta que divulgamos, deixam pensar que podemos continuar a contar com Alexandre Aja para nos brindar com filmes de terror sem concessões. Cool!

(clicar na imagem para aceder ao teaser-trailer)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

"Babylon A.D.": até que enfim, o trailer!

Aleluia! Cá está o trailer tão aguardo de "Babylon A.D." de Matthieu Kassovitz, o seu actioner sci-fi metafísico e apocalíptico. O trailer dá furiosamente vontade de descobrir o filme, as imagens são simplesmente fabulosas.
Todavia, e para temperar um pouco o nosso entusiasmo, as primeiras reviews que apareceram na Net não são nada favoráveis, descrevendo o filme como um simples blockbuster com cenas de acção mal realizadas e um último terço confuso e tratado demasiado rapidamente. Mesmo se a primeira parte do filme tem sido relativamente elogiada, assim como o seu ambiente e o seu production design, em geral o filme é mal tratado e pelos vistos sofre em demasia da comparação com o inesquecível "Children of Men" de Alfonso Cuarón.
Neste contexto e tendo em conta os inúmeros problemas durante a produção que nos levam à partida a acreditar nestas reviews, só nos resta esperar que estejam todos enganados e que Kassovitz conseguiu a sua aposta. Keep the faith!

"Red Cliff": new chinese trailer

Aguardado como a futura bomba do filme de sabre chinês, "Red Cliff", o novo filme de John "The Killer" Woo, continua a revelar-se na Net com mais um trailer, desta vez o trailer chinês. O resultado continua a prometer grandiosidade e sentimento épico levado ao auge, sem esquecer ainda batalhas homéricas com a habitual violência gráfica magnificada pelo trabalho icónico da câmara de um dos mestres de Hong-Kong. Sem dúvida, um dos filmes incontornáveis da temporada.

(clicar na imagem para aceder aos vários trailers)

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Martyrs": uma possível revolução para o cinema de género europeu

No início deste blogue, destacámos um poster e um link para fotografias particularmente doentias de um filme de terror francês intitulado "Martyrs" e realizado por Pascal Laugier, autor do ghost movie "Saint-Ange" editado em DVD em Portugal.
Desde então, "Martyrs" transformou-se nada menos do que no filme de terror mais aguardado do ano e uma possível revolução para o género na Europa.
Tudo começou com um enorme buzz no último Festival de Cannes, onde foram realizados pelo menos 2 screenings no mercado do filme. Todos aqueles que descobriram o filme ficaram literalmente a bater mal! Apesar de algumas opiniões negativas com os eternos meninos bem pensantes que ficaram ofuscados por tanta violência e tanta ambiguidade, a generalidade dos verdadeiros fãs do género foram inequívocos, "Martyrs" é uma obra-prima brutal e extremista que porcura perturbar o espectador e fazê-lo reflectir sobre o sentido das imagens, sem nunca esquecer de fazer um verdadeiro filme de género.
Será que temos aqui o derradeiro descendante do inegualável cinema de terror dos anos 70? Acreditando-se nos comentários recolhidos à saída das salas de Cannes, parece bem que sim, o impacto do filme sendo já comparado ao que se viveu na altura de "The Texas Chain Saw Massacre" de Tobe Hooper ou "Dawn of the Dead" de George A. Romero.

Fazendo crescer o buzz mas infelizmente prejudicando a distribuição do filme, o comité de visionamento francês, que atribui portanto a classificação aos filmes a estrear no cinema, decidiu a semana passada classificar "Martyrs" para maiores de 18. É preciso saber que uma classificação para maiores de 18 em França equivale praticamente a considerar o filme como um filme pornográfico, fazendo com que a maior parte dos exploradores das salas de cinema recusem exibir o filme. Em suma, é a morte comercial do filme. Quando se constata que filmes franceses do género como "À L'Intérieur" e "Frontières" obtiveram uma classificação para maiores de 16 com uma advertência, torna-se incompreensível esta decisão, claramente um ataque ao cinema de género livre e independente que poderá pôr em causa toda a produção actual desse tipo de cinema, já por si só frágil e vulnerável.
As primeiras e graves consequências da referida decisão, foi a anulação da estreia prevista para 18 de Junho em França, ficando ainda por determinar uma nova data de estreia. Neste momento, os produtores e Pascal Laugier aguardam a decisão final do Ministério da Cultura gaulês, único organismo que poderá revogar ou não a classificação. Nesse âmbito, o apoio ao filme tem sido bastante forte, com declarações de várias personalidades do meio do cinema e também a organização de uma manifestação de protesto frente ao Ministério da Cultura prevista para a próxima sexta-feira 13, esperando que a decisão a ser tomada, normalmente até ao final da semana, seja favorável ao filme e ao cinema de género em geral.
Em conclusão, poderão clicar no poster acima para aceder novamente à sinopse e a várias fotos do filme, clicar na foto do meio para aceder a uma entrevista de Pascal Laugier (en francês) que expressa toda a sua revolta, com a qual só podemos concordar, e deixamos também aqui um promo reel de mais de 2 minutos que mostra bem o que no espera com este "Martyrs", ou seja, um filmaço visceral e doentio como gostaríamos de ver mais vezes. De referir que este promo reel não deverá ficar muito tempo disponível, portanto despachem-se!


"Our Town": Bloody South Korea

Periodicamente, gostamos de destacar filmes de género asiáticos e, mais uma vez, é a Coreia do Sul que dá nas vistas.
Estreado há já algum tempo no seu país de origem (29 Novembro 2007), "Our Town" é o primeiro filme de Jeong Gil-Yeong e apresenta-se como um thriller particumente perverso e violento. O filme segue o percurso de Kyung-Ju, um escritor com dificuldades financeiras especializado em policiais gore, que mata acidentalmente a proprietária do seu apartamento após uma acesa discussão. Para se safar, Kyung-Ju tem a ideia de encenar o assassínio para o fazer passar por mais uma vítima do serial killer que tem perpetrado várias matanças brutais na região. Todavia, preocupado com o facto da polícia poder descobrir que este último assassínio não passa de uma imitação, Kyung-Ju decide levar a cabo a sua própria investigação para encontrar o verdadeiro serial killer, ajudado por um amigo detective.
As imagens do filme são, como habitualmente no caso das produções sul-coreanas, muito cuidadas, demonstrando uma production value impecável e um savoir-faire que já estamos à espera. Para além disso, num minuto e trinta de trailer, o realizador compõe um ambiente negro e pesado que não deixa indiferente. Apesar do cinema de género, e as produções da Coreia do Sul em particular, recorrem frequentemente às histórias de serial killers, não há dúvidas que este "Our Town" promete muito, numa mistura de violência gráfica perturbadora e de história cruel e ambígua nas suas temáticas.
Podem então clicar no seguinte poster para aceder ao site oficial do filme, chamando-se à atenção para o facto de que o trailer que se encontra logo na primeira página é o trailer censurado, já bastante evocativo em termos de ambiente. Para ver o trailer não censurado e bem mais sangrento, terão de entrar no site, ir à secção multimedia, clicar no negativo de película e escolher o teaser-trailer.